Para que serve a visita e quem tem prioridade
A tarefa mais importante do ACS
A visita domiciliar é o coração do trabalho do ACS. Por isso ela cai muito na prova. Vale estudar com calma.
O manual do Ministério da Saúde diz: a visita domiciliar é a atividade mais importante do trabalho do ACS. A Lei 11.350 diz o mesmo com outra palavra: é a atividade precípua.
Ao entrar numa casa, você não entra só num espaço. Ali vive uma família, com suas crenças, sua cultura e sua história. Com o tempo, nasce o : a confiança entre a família e o ACS.
Todas as famílias da sua área devem ser acompanhadas pela visita domiciliar. Mas o trabalho do ACS não fica só dentro das casas. Ele também acontece na escola, na praça, na associação de moradores.
O que dá para fazer na visita
Segundo o manual, na visita domiciliar o ACS pode:
- Conhecer os moradores: idade, sexo, raça, e quem está grávida, desnutrida ou tem deficiência.
- Conhecer a casa e o entorno, o trabalho, os hábitos, as crenças e os costumes.
- Conhecer os principais problemas de saúde da comunidade.
- Ver quais orientações cada família mais precisa.
- Achar as famílias que precisam de acompanhamento mais frequente.
- Explicar como funciona a Unidade de Saúde e o que ela oferece.
- Ensinar cuidados de higiene, com a água, com os alimentos e com a casa.
- Orientar sobre o uso certo dos remédios e a data de validade.
- Registrar o que foi feito no sistema de informação.
Na visita, o ACS também é educador. Ele orienta, esclarece e, principalmente, ouve.
Quem tem prioridade
Todas as pessoas devem ser acompanhadas. Mas algumas têm : são as que estão em . Elas têm mais chance de adoecer ou até de morrer.
Exemplos de situação de risco, segundo o manual:
- Bebê que nasceu com menos de 2,5 quilos.
- Criança desnutrida.
- Gestante que não faz o pré-natal, que fuma ou que tem diabetes ou pressão alta.
- Pessoa .
- Pessoa que precisa de cuidador, mas não tem quem cuide.
- Pessoa com deficiência sem acesso aos serviços de saúde.
- Pessoa em situação de violência.
No mapa da , o ACS marca com símbolos os grupos prioritários. Exemplos: gestantes, idosos, pessoas com pressão alta ou diabetes, acamados, crianças menores de 5 anos, pessoas com tuberculose ou hanseníase.
Leve cada família para o grupo certo.
Toque em um cartão.
De quanto em quanto tempo visitar
Muita gente pergunta: quantas visitas por mês? A regra oficial não fixa um número. Quem decide a é a equipe, conforme a necessidade de cada família.
Realizar visitas domiciliares com periodicidade estabelecida no planejamento da equipe e conforme as necessidades de saúde da população, para o monitoramento da situação das famílias e indivíduos do território, com especial atenção às pessoas com agravos e condições que necessitem de maior número de visitas domiciliares;
Em palavras simples: A equipe planeja de quanto em quanto tempo o ACS visita cada família. Quem está doente ou em risco recebe mais visitas.
A Lei 11.350 fala em visitas regulares e periódicas. Ou seja: visitas que se repetem, sempre, e não só quando alguém chama.
Parte estudada!
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