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Tuberculose e hanseníase · Parte 2 de 3

O tratamento da tuberculose

Seis meses, sem parar

O tratamento da tuberculose dura no mínimo 6 meses. Ele é feito de preferência na Atenção Primária, perto de casa. É gratuito e só existe no SUS.

São usados quatro remédios no começo: rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol. O tratamento tem duas fases: a fase intensiva (ou de ataque) e a fase de manutenção.

Melhorar não é estar curadoNas primeiras semanas, a pessoa já se sente melhor. Muita gente para o remédio nessa hora. Mas a pessoa ainda não está curada. Tomar o remédio de forma irregular pode causar a , muito mais difícil de curar.
Exceção nas criançasEm alguns casos de tuberculose em crianças, leve e sensível aos remédios, a equipe pode usar um esquema mais curto, de 4 meses. Para a prova, guarde a regra geral: no mínimo 6 meses.

O Tratamento Diretamente Observado (TDO)

Para ajudar a pessoa a ir até o fim, o Ministério da Saúde recomenda o , o TDO. Ele é recomendado para todas as pessoas com tuberculose.

No TDO, a pessoa toma o remédio na frente de um profissional de saúde. Também pode ser outro profissional treinado, como da assistência social, com supervisão da equipe de saúde.

  • De preferência todos os dias úteis, de segunda a sexta.
  • Só em exceção, três vezes por semana.
  • O local e o horário são combinados entre a pessoa e a equipe. Pode ser na Unidade, em casa ou no trabalho.
  • Hoje também vale o TDO por meios digitais: vídeo, chamada de voz ou mensagem confirmando a tomada.
  • Familiar ou amigo olhando não conta como TDO.
Na prática do ACSMarcos trabalha cedo e não consegue ir à Unidade. A equipe combina com ele: o ACS passa na casa dele às 7h, de segunda a sexta. Marcos toma os comprimidos e o ACS registra. Em vez de ir à Unidade, Marcos é acompanhado onde é melhor para ele.
O Guia de 2009 está desatualizado aquiO Guia Prático do ACS (2009) chama a estratégia de DOTS. Ele fala em 3 observações por semana nos 2 primeiros meses e 2 por semana depois. A regra atual é: de segunda a sexta, ou em exceção 3 vezes por semana, durante todo o tratamento.
Atividade

Leve cada situação para o grupo certo.

Toque em um cartão.

Faltas e abandono

Se a pessoa falta ao TDO, a equipe age logo. Um telefonema ajuda a entender o motivo. Depois, vem a visita domiciliar.

Na visita, o ACS reforça as orientações, procura o que atrapalha o tratamento e ajuda a achar uma solução. O objetivo é evitar o . E sempre com : o diagnóstico é da pessoa.

Quando conta como abandonoPara a vigilância, é abandono quando a pessoa já se tratou por mais de 30 dias. Depois, ficou 30 dias seguidos ou mais sem tomar o remédio.

Em Porto Alegre, só cerca de 4 em cada 10 casos novos chegaram à cura nos últimos anos. Por isso a cidade quer ampliar o TDO e a busca ativa. O trabalho do ACS faz diferença.

Os contatos e a vacina BCG

é toda pessoa que conviveu com quem tem tuberculose: em casa, no trabalho, na escola. Todos os contatos devem ser examinados. Isso é feito pela Atenção Primária.

  • Primeiro: quem tem sintomas, de qualquer idade.
  • Primeiro também: crianças menores de 5 anos.
  • Se a criança tem tuberculose, procura-se o adulto que passou a doença para ela.

Muitos contatos têm a : o bacilo está no corpo, mas "dormindo". A equipe pode dar um tratamento preventivo para a doença não aparecer.

A vacina BCG

  • É dada ao nascer, ou no máximo até 4 anos, 11 meses e 29 dias.
  • É aplicada no braço direito e costuma deixar uma marquinha.
  • Protege a criança das formas graves: a miliar e a meníngea.
  • Não protege contra a tuberculose do pulmão.
  • Sem marquinha, não se repete a dose. A exceção são os contatos de hanseníase.
Como cai na provaBCG não impede a tuberculose do pulmãoA banca escreve que quem tomou BCG "não pega tuberculose". Está errado. A BCG protege das formas graves na criança. A pessoa vacinada pode, sim, ter tuberculose no pulmão. O ACS confere a marquinha e a caderneta, e encaminha quem não tomou.

Parte estudada!

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