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Educação em saúde e participação da comunidade · Parte 1 de 3

Educar é conversar

Por que isso importa

Educar faz parte de todo o trabalho do ACS. Acontece na visita, no grupo, na sala de espera e na rua. Por isso o tema cai junto com a Lei do ACS.

A lei diz que o ACS trabalha "a partir dos referenciais da ". E ela explica o que isso quer dizer.

Lei nº 11.350/2006, art. 3º, § 1º
Para fins desta Lei, entende-se por Educação Popular em Saúde as práticas político-pedagógicas que decorrem das ações voltadas para a promoção, a proteção e a recuperação da saúde, estimulando o autocuidado, a prevenção de doenças e a promoção da saúde individual e coletiva a partir do diálogo sobre a diversidade de saberes culturais, sociais e científicos e a valorização dos saberes populares, com vistas à ampliação da participação popular no SUS e ao fortalecimento do vínculo entre os trabalhadores da saúde e os usuários do SUS.

Em palavras simples: Educação Popular em Saúde é ensinar e aprender conversando. O ACS junta o que a ciência sabe com o que o povo já sabe. O objetivo é a pessoa se cuidar melhor, participar mais do SUS e confiar na equipe.

Como cai na provaA troca que a banca fazA lei fala em diálogo e em valorizar os saberes populares. A banca escreve "substituir o saber popular pelo conhecimento científico". Está errado: os dois saberes conversam, nenhum apaga o outro.

Dois jeitos de educar

Existe um jeito antigo de fazer educação em saúde. O profissional fala, dá ordens e vai embora. A pessoa só escuta. Isso funciona pouco.

O manual do ACS cita o educador Paulo Freire: ensinar não é transferir conhecimento. É criar as condições para a pessoa construir o próprio saber.

Jeito autoritárioEducação popular
O profissional fala, a pessoa só ouveTodos falam e todos ouvem
O saber do povo é tratado como erradoO saber do povo é ouvido e respeitado
Dá ordens: "faça isso"Conversa sobre a vida real da pessoa
Julga e dá broncaEscuta sem julgar
A pessoa obedeceA pessoa decide, com informação
Na prática do ACSSeu José, 70 anos, toma chá de chuchu para a pressão. Um jeito autoritário seria dizer: "Isso não serve, pare já". O ACS pergunta como ele toma o chá e por quê. Depois explica que o remédio da Unidade não pode ser trocado pelo chá. Seu José se sente ouvido e continua o tratamento.
Atividade

Leve cada atitude do ACS para o grupo certo.

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Os 6 princípios da PNEPS

Em 2013, o Ministério da Saúde criou a Política Nacional de Educação Popular em Saúde (PNEPS-SUS). É a Portaria nº 2.761/2013. O artigo 3º traz os princípios.

Portaria GM/MS nº 2.761/2013 (PNEPS-SUS), art. 3º
A PNEPS-SUS é orientada pelos seguintes princípios: I - diálogo; II - amorosidade; III - problematização; IV - construção compartilhada do conhecimento; V - emancipação; e VI - compromisso com a construção do projeto democrático e popular.

Em palavras simples: São seis ideias que guiam a educação popular: conversar, cuidar com afeto, pensar sobre a realidade, construir o saber juntos, libertar as pessoas e lutar por uma sociedade justa.

PrincípioEm palavras simples
DiálogoCada um, com respeito, põe o que sabe na roda. Todos aprendem.
Cuidar com afeto e sensibilidade, não só com argumentos.
Pensar junto sobre a realidade e os problemas dela.
Pessoas diferentes constroem o saber juntas.
As pessoas se libertam da opressão e da discriminação.
Projeto democrático e popularLutar por uma sociedade justa, com saúde como direito de todos.

A PNEPS também tem 4 eixos estratégicos (art. 4º). Eles são as áreas de ação, e não os princípios: participação e controle social; formação e comunicação; cuidado em saúde; e diálogos multiculturais.

Como cai na provaPrincípio ou outra coisa?A banca mistura listas. Universalidade, equidade e integralidade aparecem no art. 2º: a PNEPS reafirma esses compromissos do SUS. Intersetorialidade é eixo. Os princípios da PNEPS são só os 6 do art. 3º.
Atividade

Separe o que é princípio da PNEPS (art. 3º) do que não é.

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Parte estudada!

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