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Acolhimento, vínculo e humanização · Parte 2 de 3

A Política Nacional de Humanização

O que é a PNH

A Política Nacional de Humanização (PNH) foi lançada em 2003 pelo Ministério da Saúde. Ela também se chama HumanizaSUS.

O objetivo é pôr em prática os princípios do SUS no dia a dia dos serviços. Ela muda o jeito de cuidar e o jeito de gerir (administrar).

Página oficial HumanizaSUS (Ministério da Saúde)
A humanização é a valorização dos usuários, trabalhadores e gestores no processo de produção de saúde.

Em palavras simples: é dar valor a todas as pessoas que fazem a saúde acontecer: quem é atendido, quem trabalha e quem administra.

Veja que a PNH fala de três grupos: usuários, trabalhadores e gestores. Humanizar não é só tratar bem o paciente. É também cuidar de quem trabalha e incluir todos nas decisões.

A PNH diz que humanizar é incluir as diferenças. As mudanças são feitas em grupo, não por uma pessoa sozinha. Uma ferramenta muito usada são as rodas de conversa.

Como cai na provaOs três gruposA banca pode dizer que a PNH valoriza "só os usuários" ou "só os profissionais". Está errado. A PNH valoriza usuários, trabalhadores e gestores, juntos.

Os 3 princípios da PNH

Princípio é a ideia que guia tudo. A PNH tem três princípios:

PrincípioEm palavras simples
A PNH deve estar em todas as políticas e programas do SUS. E as pessoas e os grupos devem conversar mais, sem ficar isolados.
entre atenção e gestãoCuidar e administrar andam juntos. O que a gestão decide muda o atendimento. Por isso trabalhadores e usuários devem participar das decisões.
, e dos sujeitos e coletivosCada pessoa tem um papel ativo. O usuário não é só paciente, e o trabalhador não só cumpre ordens. Todos dividem a responsabilidade.
Política Nacional de Humanização (folheto, 2013), Princípio: protagonismo, corresponsabilidade e autonomia
Os usuários não são só pacientes, os trabalhadores não só cumprem ordens: as mudanças acontecem com o reconhecimento do papel de cada um.

Em palavras simples: O usuário participa do próprio cuidado. O trabalhador pensa e dá ideias. As mudanças acontecem quando cada um é reconhecido.

Na indissociabilidade, a PNH lembra: o cuidado não é só tarefa da equipe. O usuário e a família também cuidam da própria saúde.

Não confunda com os princípios do SUSUniversalidade, equidade e integralidade são princípios do SUS. Transversalidade, indissociabilidade e protagonismo são princípios da PNH. A banca mistura as duas listas.

As 6 diretrizes da PNH

Diretriz é o caminho prático. O folheto da PNH traz seis diretrizes:

DiretrizO que é
AcolhimentoReconhecer a necessidade da pessoa e escutar com atenção. Cria confiança e vínculo.
Gestão participativa e Usuários, trabalhadores e gestores decidem juntos. Exemplo: rodas, colegiados e o Grupo de Trabalho de Humanização (GTH).
Espaços saudáveis, acolhedores e confortáveis, que respeitam a privacidade e são lugar de encontro.
e compartilhadaOlhar a pessoa inteira, e não só a doença. A equipe e o usuário conversam e decidem juntos.
Valorização do trabalhadorOuvir a experiência de quem trabalha e incluí-lo nas decisões.
Defesa dos direitos dos usuáriosDivulgar e cumprir os direitos do usuário em todo o cuidado, da recepção até a alta.
Política Nacional de Humanização (folheto, 2013), Diretriz: Defesa dos direitos dos usuários
Todo cidadão tem direito a uma equipe que cuide dele, de ser informado sobre sua saúde e também de decidir sobre compartilhar ou não sua dor e alegria com sua rede social.

Em palavras simples: Toda pessoa tem direito a uma equipe que cuide dela. Tem direito de saber sobre a própria saúde. E decide se quer ou não contar seus problemas para família e amigos.

Como cai na provaAmbiência não é só reformaAmbiência é espaço acolhedor, confortável e com privacidade. A PNH quer que usuários e trabalhadores participem das decisões sobre o espaço. A banca pode trocar por "decoração" ou "só obra". Fique atento.
Atividade

A PNH tem princípios e diretrizes. Leve cada item para o grupo certo.

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A humanização no dia a dia do ACS

O Manual do ACS diz que humanizar é respeitar as diferenças: gênero, crença, cultura, opinião política, raça, orientação sexual e povos como indígenas e quilombolas.

Clínica ampliada na práticaDona Lúcia tem diabetes e não toma o remédio direito. A equipe podia só dar bronca. Mas o ACS conta na reunião que ela cuida do neto sozinha e trabalha o dia todo. A equipe muda o plano junto com ela, num horário que cabe na rotina. Isso é clínica ampliada: olhar a vida da pessoa, não só a doença.
Cogestão na práticaA Unidade vai mudar o horário de atendimento. Em vez de só avisar, a gerente faz uma roda de conversa com a equipe e com moradores. Todos opinam antes da decisão. Isso é gestão participativa.
Atividade

Ligue cada cena à diretriz da PNH que ela mostra.

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