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Pressão alta e diabetes · Parte 3 de 3

O trabalho do ACS com pressão alta e diabetes

Identificar e acompanhar

O ACS trabalha com dois grupos de pessoas da microárea:

  • Quem ainda não tem o diagnóstico, mas tem fatores de risco. O ACS orienta hábitos saudáveis e incentiva a consulta na Unidade de Saúde.
  • Quem já tem pressão alta ou diabetes. O ACS acompanha nas visitas, junto com a equipe.

Com quem já tem a doença, o ACS:

  • Identifica e registra as pessoas com pressão alta e diabetes da área.
  • Confere se elas foram às consultas marcadas.
  • Faz de quem faltou.
  • Pergunta, em toda visita, se a pessoa está tomando o remédio direito.
  • Conta para a equipe as dificuldades que encontrou.
  • Orienta os cuidados com os pés de quem tem diabetes.

Essas pessoas são acompanhadas a vida toda. As consultas são periódicas, mesmo quando a pessoa se sente bem.

Lei nº 11.350/2006, art. 3º, § 4º
[...] desde que o Agente Comunitário de Saúde tenha concluído curso técnico e tenha disponíveis os equipamentos adequados, são atividades do Agente, em sua área geográfica de atuação, assistidas por profissional de saúde de nível superior, membro da equipe: I - a aferição da pressão arterial, durante a visita domiciliar, em caráter excepcional, encaminhando o paciente para a unidade de saúde de referência; II - a medição de glicemia capilar, durante a visita domiciliar, em caráter excepcional, encaminhando o paciente para a unidade de saúde de referência; [...]

Em palavras simples: O ACS só mede a pressão ou o açúcar na ponta do dedo se tiver curso técnico e equipamento. E com a assistência de um profissional de nível superior da equipe. É só às vezes, na visita. Depois, ele encaminha a pessoa para a Unidade de Saúde.

Como cai na provaO ACS não faz o diagnósticoA banca escreve que o ACS "mede a pressão em toda visita" ou "faz o diagnóstico de diabetes". Errado. Medir pressão e é excepcional, com curso técnico e assistido. Quem diagnostica é a equipe, na Unidade. Você viu isso na aula sobre a Lei do ACS.

Adesão ao tratamento

é seguir o que foi combinado com a equipe. Vale para o remédio e também para a comida, o exercício e as consultas.

Segundo o protocolo de 2025, a falta de adesão é o motivo mais frequente de a pressão não ficar controlada.

Por que a pessoa para o remédio? Alguns motivos comuns:

  • Ela não sente nada e acha que não precisa.
  • O remédio deu algum efeito ruim.
  • São muitos remédios, em muitos horários.
  • Falta dinheiro, transporte ou apoio da família.

O que ajuda, e o ACS pode apoiar:

  • Lembretes e caixinhas que separam os remédios por horário.
  • Apoio da família.
  • Conversa simples, sem bronca, criando .
  • Visita em casa e busca de quem faltou à consulta.
  • Lembrar que o remédio é grátis na Unidade de Saúde e na Farmácia Popular.

Para pegar o remédio de pressão, a pessoa leva documento com foto, CPF e a receita. A receita vale por 120 dias.

Na prática do ACSDona Rosa, 64 anos, parou o remédio da pressão. "Me sinto ótima, não preciso mais", ela diz. Você explica que ela se sente bem justamente porque o remédio funciona. Você conta o caso para a enfermeira. A equipe combina uma consulta com ela.

Hábitos que ajudam e grupos de educação em saúde

Mudar hábitos ajuda a prevenir e a controlar as duas doenças. O ACS incentiva, sem julgar:

  • Sal: no máximo 5 gramas por dia. Usar outros temperos, como alho, cebola e ervas.
  • Açúcar e gordura: evitar doces, refrigerantes, frituras e alimentos ultraprocessados.
  • Comida de verdade: frutas, verduras, legumes e cereais integrais.
  • Atividade física: qualquer aumento já faz bem. A meta é pelo menos 150 minutos por semana.
  • Fumo: parar de fumar. A Unidade de Saúde oferece apoio.
  • Álcool: reduzir ou parar. Não existe dose segura.
  • Peso: chegar a um peso saudável, aos poucos.

Os grupos ajudam muito. Exemplos: grupo de caminhada, grupo de alimentação saudável e grupo de pessoas com pressão alta e diabetes.

O ACS convida as pessoas e ajuda a organizar. No grupo, todos trocam experiências e aprendem juntos. É a na prática.

Atividade

Leve cada fator de risco para o grupo certo.

Toque em um cartão.

Resumo para revisar

  • Pressão alta: igual ou acima de 14 por 9 (140/90), confirmada em mais de uma medida.
  • A pressão alta quase não dá sintomas. Todo adulto deve medir uma vez por ano.
  • Sem controle, causa AVC, infarto e problema nos rins.
  • Diabetes tipo 1: insulina todo dia, mais em crianças. Tipo 2: o mais comum, em adultos.
  • Exame de diabetes tipo 2: todos a partir de 35 anos.
  • Hipoglicemia (abaixo de 70): suor, tremor, tontura. Dar açúcar e repetir em 15 minutos se preciso.
  • Pé diabético: olhar os pés todo dia, água morna, secar entre os dedos, sem sapato apertado.
  • O ACS acompanha, faz busca ativa e apoia a adesão ao tratamento. Pressão e glicemia, só em caráter excepcional e com curso técnico.

Parte estudada!

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